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terça-feira, outubro 11, 2011

Filhos: veja 10 dicas para introduzir crianças e jovens no mundo das finanças

Filhos: veja 10 dicas para introduzir crianças e jovens no mundo das finanças

28 de setembro de 2011 • 10h00 Por: Viviam Klanfer Nunes

SÃO PAULO – A forma como os adultos lidam com o dinheiro se deve, em grande, à educação financeira, ou à falta dela, que receberam ainda quando jovens. Pensando nisso, os pais devem se preocupar em educar financeiramente seus filhos, começando, antes de tudo, com a mesada.

Esse recurso vai introduzir a criança no mundo financeiro e, quando ela entenda que "as coisas não caem do céu", o aprendizado se iniciará. Assim como não é simples para as crianças aprenderem a lidar com dinheiro, para os pais, ensiná-los também não é uma tarefa tão fácil. Nesse sentido, consultores financeiros elaboraram 10 sugestões que podem facilitar esse trabalho:

Veja 10 dicas para introduzir os jovens no mundo das finanças:

1. Mesada - o primeiro passo para fazer com que as crianças aprendam a lidar com o dinheiro é dar dinheiro a elas. Dependendo da estratégia adotada pelos pais e da idade da criança, o dinheiro deverá ser dado semanalmente ou mensalmente, mas é importante que ela receba.

“É com a mesada que a criança começa a ter contato com o dinheiro, e sobretudo passa a se sentir responsável por ele”, observa a consultora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert.

2. Orientações - não se esqueça de que a criança precisa saber qual o objetivo daquele dinheiro. Além de deixar claro que ela será a responsável pelo recurso, é preciso esclarecer que tudo que ela quiser deverá ser pago com aquele dinheiro e que seus pais, por motivo nenhum, darão mais dinheiro a ela.

É importante que os pais não interfiram na administração financeira da criança. Errar ainda jovem e assumir as responsabilidades pelos seus erros podem ensiná-la a ser um adulto mais responsável.

3. Acompanhamento - apenas quando a criança já adquiriu certa familiaridade com o dinheiro é que é hora de os pais passarem seus conhecimentos a ela. Ao final do mês, é indicado sentar e conversar sobre o que ela fez de certo e de errado. Repasse alguns pontos, entenda por que ela optou por essa e aquela forma de conduzir suas finanças e, acima de tudo, deixe que ela fale e não a critique. A criança precisa aprender a lidar com o dinheiro e não a ter medo dele.

Nessa conversa mensal, a orientação é que os pais ensinem sobre poupança, planejamento financeiro, pesquisa de preços e os demais conhecimentos que considerem relevantes. Só depois que ela já tiver contato com o dinheiro é que será capaz de entender esse tipo de conversa.

4. Formas de pagamentos - Silvia explica que as crianças observam como os pais lidam com o dinheiro, mas nem sempre entendem o que está acontecendo. Cartão de crédito, de débito, cheques, são formas de pagamentos corriqueiras, cuja utilização a criança observa, mas não entende sua lógica.

A dica é simples: explique. Não é preciso dar um cartão de crédito para uma criança ou um jovem, fale de onde vem aquele dinheiro, como funciona aquela forma de pagamento.

5. Presentes – a educação financeira dos jovens é um pouco mais complexa do que se imagina, porque outros aspectos da vida podem influenciar de forma significativa nesta questão. Se, por exemplo, os pais compram tudo o que os filhos querem, dificilmente eles darão valor aos objetos. Se a criança insiste para que os pais comprem algo e é bem-sucedida, toda aquela lógica da mesada, de planejar, conversar, ensinar, perde o sentido.

Não adianta também dar algo que ela queira sob o pretexto de ser um presente. Presente deve ser dado com motivos claros, ou seja, em datas comemorativas ou como forma de parabenizá-lo por algo, nada além disso.

6. Cartão de crédito - O coach financeiro Roberto Navarro acredita que uma boa forma de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro é com a utilização do cartão de crédito. Isso mesmo: dar um cartão de crédito com um limite mensal estipulado funciona como uma mesada e ainda permite que os pais saibam com que seus filhos estão gastando.

Navarro ainda sugere que os pais exijam que seus filhos façam uma planilha com a descrição, o valor e o motivo do gasto.

7. Bolsa de valores - na educação financeira das crianças, é possível ir muito mais além. Mais do que ensiná-las a controlar seus gastos, é possível ensiná-las a multiplicar seu dinheiro desde cedo. Navarro aconselha aos pais familiarizados com a bolsa de valores, por exemplo, que já iniciem seus filhos nesse universo financeiro.

Com a supervisão e explicação dos pais, os jovens podem entender como funciona o ambiente acionário, os fundos de investimento, as opções de renda fixa e, caso se interessem pelo assunto, podem começar desde cedo a serem investidores.

8. Pai e mãe coordenados - é importante que tanto a mãe quanto o pai estejam de acordo com as diretrizes da educação financeira do seu filho. Nada vai adiantar se o filho entender que, se o pai não der mais dinheiro, a mãe dará. Portanto, antes de falar com as crianças, conversem primeiro entre vocês e decidam por uma estratégia.

9. Jovens empreendedores - outra atividade que ajuda os jovens a lidar com o dinheiro é desenvolver trabalhos remunerados. Os pais podem estimulá-los a serem revendedores de algum produto ou mesmo fazer algum tipo de trabalho para os colegas de classe. O objetivo disso é fazer com que o jovem compreenda como funciona o mundo dos negócios, podendo ser benéfico até no momento em que deverá optar por qual carreira seguir.

10. Zona de conforto - um dos principais problemas na educação financeira das crianças é a questão psicológica. Muitos pais simplesmente não conseguem dizer não às demandas dos filhos, pois sentem que, se fizerem isso, vão passar a ideia de que seus filhos não podem contar com eles. Entenda, no entanto, que educação financeira pode fazer muita diferença na vida adulta do seu filho e dinheiro não deve ser um pilar do seu relacionamento familiar.

Quando a criança ou o jovem entende que tudo que ela quiser ou precisar ela pode pedir para o pai, dificilmente sairá da zona de conforto e será pouco estimulada a procurar um trabalho ou economizar.

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