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terça-feira, novembro 03, 2009

Investir na Bolsa de Valores pode substituir o seu emprego?

Investir na Bolsa de Valores pode substituir o seu emprego?

Por: Julia Ramos Moreira Leite
30/10/09 - 15h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Ao longo dos anos, investir no mercado de renda variável deixou de ser algo acessível apenas aos investidoresespecializados e se tornou a "galinha dos ovos dourados" de investidores de pequeno porte. Também, se tirarmos da análise o conturbado ano de 2008, lembramos que a bolsa brasileira vinha de nada menos que cinco anos seguidos de alta, o que torna mais difícil a tarefa de se perder dinheiro. Aplicar em ações era, salvo raras exceções, um modo garantido de elevar sua renda.

Que opção melhor para se viver, ou mesmo acumular capital para sua aposentadoria?

"Em um mercado positivo, com uma calculadora simples, usando só adição e multiplicação percebe-se que a ciranda financeira dá mais dinheiro do que ficar ralando o dia todo em projetos, atendendo pacientes, ou naquele emprego chato" , explica Márcio Santos, diretor comercial da corretora Gradual e
colunista da InfoMoney.

Mas o cenário no pós-crise não é mais o mesmo. "O bull market extraordinário de quase 20 anos que vivemos entre 1982 e 1999 acabou", afirma a MorningStar. Entretanto, o questionamento sobre os retornos dos
investimentos em ações - e, no final das contas, se é possível ficar rico com isso - permanece, dado o grande avanço dos mercados de renda variável nos últimos meses. "Muitos investidores ainda acreditam que grande parte de suas aposentadorias será baseada nos retornos do mercado de renda variável", aponta a MorningStar. Então, afinal, é possível viver de ações?

O investidor e as ações

Um dos fatores que mais contribui com o valor gerado por um portfólio é o próprio investidor. Ou, em outras palavras, o dinheiro aplicado por ele em seu portfólio pode ser mais significativo, em longo prazo, do que os retornos do mercado.

Segundo a MorningStar, em determinados cenários de investimento (como mostra o gráfico abaixo), a contribuição do investidor pode corresponder por até 73% do valor gerado pelas aplicações em 10 anos, mesmo em um ambiente de retornos de mercado considerado "saudável" - de 6% ao ano. Até mesmo considerando um forte bull market por mais de 10 anos - o que é, no mínimo, uma probabilidade arriscada - as aplicações feitas pelo próprio investidor em seu portfólio ainda representariam mais da metade dos ganhos.

O cenário permanece o mesmo no caso de um investimento ainda mais longo - 20 anos. Para que os retornos do mercado ultrapassem o montante investido, é preciso que o mercado tenha uma rentabilidade de 12% por 20 anos - um cenário difícil.

"A noção de que os retornos são a base dos portfólios surgiu entre aqueles que viveram o histórico bull market entre 1982 e 1999, mas os investidores não devem basear sua estratégia nisso - um mercado assim pode não acontecer novamente na sua vida."

*Fonte: MorningStar

Há coisas que você pode controlar

Além da sua própria contribuição, há outros fatores que estão sob controle do investidor - e, portanto, trazem mais segurança ao investimento. Um desses fatores parece simples, mas pode se mostrar complicado para investidores menos especializados: o que colocar na cesta, ou seja, como montar seu portfólio de investimentos. Essa é uma das melhores maneiras de se controlar os riscos de seu portfólio.

E outras que não

Entretanto, há aspectos de um investimento que estão completamente fora do controle do investidor - e mesmo do gestor. O primeiro deles é o retorno que o mercado oferece - afinal, não há como garantir uma tendência de mercado, sem nenhuma reversão, em um horizonte de investimento e longo prazo.

Assim como não é possível prever uma tendência por 10 anos com 100% de certeza, não é possível afirmar que você nunca precisará retirar aquele dinheiro - eventos inesperados acontecem não só no mercado, mas na vida dos investidores também. Por isso, não é seguro contar com aquele dinheiro incondicionalmente.

Afinal de contas, dá pra viver de bolsa?

É preciso pensar muito antes de largar um emprego fixo para viver de bolsa. Fazê-lo sem critérios ou planejamento pode ser bastante desastroso. "Lembra dos homens-bomba? Aqueles que explodem a si e aos outros, esperando encontrar 100 virgens no céu?", compara Santos. Segundo ele, todos os que pensam em viver do mercado, sem base técnica nenhuma para isso, pagarão a conta. "Para os amadores, se a bolsa cair, seu patrimônio vira pó, pois sempre tomam as decisões erradas na hora certa ou decisões certas na hora errada. Invariavelmente, só sabem comprar".

Elaine Mello, nutricionista de formação, é um exemplo de que viver de bolsa pode sim dar certo. Ela começou a operar em 2003, como hobby. "O mercado me conquistou", explica. Em 2006, ela deixou a profissão e passou a operar de maneira autônoma - "vivendo de bolsa" até o início deste ano, quando começou a trabalhar na MS Investimentos.

Entretanto, a própria Elaine afirma que viver de bolsa exige muito critério e disciplina. "Tem que ter um controle do método que você usa, e disciplina para seguir o seu método. Não se pode mudar de ideia no meio do caminho - se eu planejei A, tenho que cumprir A. Se eu fizer B, o resultado vai ser C", explica. "É a única maneira de se controlar retornos".

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